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jan 26

O fisiculturismo para mulheres

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Uma das principais evoluções no fisiculturismo foi o advento da competição de fisiculturismo para mulheres, bem como o crescente número de mulheres que utilizam o treinamento de fisiculturismo para desenvolver aptidão física, saúde e força.
As competições de fisiculturismo moderno para mulheres tiveram um início experimental no final dos anos 70, sendo talvez as competições de “A Melhor do Mundo” de George Synder as de maior sucesso (apesar do fato de as mulheres ainda se apresentarem no palco com sandálias de salto alto). Em 1980, o National Physique Committee (Comitê Nacional de Físico) organizou seus primeiros campeonatos nacionais para mulheres, e a Federação Internacional de Fisiculturismo aprovou a primeira competição de Miss Olympia. O fisiculturismo para mulheres como um esporte nacional e internacional reconhecido, tanto para amadores como para profissionais, estava oficialmente a caminho.

A primeira fisiculturista notória foi Lisa Lyon, que essencialmente inventou o tipo de combinação exibição de músculos e movimentos rítmicos que caracteriza a apresentação em competições para mulheres até hoje. Lisa também procurou fotógrafos renomados como Helmut Newton e Robert Mapplethorpe, e as fotos dela eram apresentadas para muitas pessoas como modelo de corpo musculoso feminino esteticamente desenvolvido. O fisiculturismo foi extremamente afortunado quando Rachel McLish tornou-se a primeira Miss Olympia. A combinação de Rachel de olhares insinuantes e sensuais, musculosidade e personalidade estabeleceu um padrão de excelência que as mulheres fisiculturistas utilizaram como referência desde então. Cory Everson e Lenda Murray dominaram os anos 80 e 90 conquistando seis títulos de Miss Olympia cada uma. Elas foram seguidas por Kim Chizevsky, que conquistou por três vezes a coroa de Miss Olympia. Os níveis inacreditáveis de dureza e musculosidade de Kim começaram imediatamente a gerar os mesmos tipos de controvérsia com relação a músculos versus estética que vimos durante o período em que Dorian Yates dominou o Mister Olympia.
O fisiculturismo para mulheres é uma ideia tão nova que não é de admirar que haja controvérsia em torno dele. Nunca antes na história as mulheres desenvolveram seus músculos por razões estéticas. O autor de Pumping Iron, Charles Gaines, chama esse visual de “novo arquétipo”. Muitos não aprovam essa atividade para mulheres e não gostam dessa aparência. Cada um tem direito a uma opinião, mas, no meu ponto de vista, as mulheres possuem os mesmos músculos que os homens e devem ser livres para desenvolvê-los como desejarem. É por essa razão que eu organizo o Arnold Classic e o Miss International em Columbus todo ano. Vivemos em uma época em que as mulheres estão envolvendo-se em toda espécie de atividades e profissões que antigamente eram-lhe negadas. Como pai de duas filhas, eu não poderia ficar mais satisfeito por isso estar acontecendo. Estou feliz por ver as mulheres superando cada vez mais as barreiras artificiais que as limitavam no passado. O fisiculturismo para mulheres é apenas mais um exemplo dessa transformação cultural.
Mas, na minha opinião, o aspecto mais significativo do fisiculturismo para mulheres é a sua influência na saúde e na aptidão física. As mulheres na nossa sociedade sofrem muito frequentemente de perda de força, massa corporal magra e capacidade física, especialmente quando ficam mais velhas, porque não exercitam os músculos adequadamente. Muitas mulheres concentram-se no exercício aeróbico ao invés de no treinamento de força porque foram convencidas de que trabalhar os músculos fará com que pareçam masculinizadas. Além disso, elas muitas vezes fazem dietas extremas e não saudáveis que ocasionam uma perda nas massas óssea e muscular. Tenho grandes esperanças de que o exemplo de mulheres fisiculturistas ajudará a ensinar às mulheres os benefícios do treinamento de fisiculturismo e de programas de dieta de forma que o maior número possível delas possa usufruir os benefícios de um corpo fisicamente apto, forte e bonito para sua saúde e bem-estar.
Por que, então – você poderia perguntar – quase não há programas desenvolvidos especificamente para mulheres? O motivo principal é que os fundamentos do treinamento muscular e dos programas de dieta são essencialmente os mesmos para ambos os sexos. Embora as mulheres possam ter metas diferentes das dos homens – tonificar em vez de desenvolver tamanho muscular máximo – isso não se reflete no modo como executam certos exercícios, mas em séries e repetições, combinações e escolhas de alguns exercícios que objetivam determinadas áreas problemáticas de uma mulher. A dieta é uma questão apropriada dos vários nutrientes necessários e da quantidade certa de calorias. Na verdade, é fato que o corpo da mulher responde de forma um pouco diferente, mas todo indivíduo perceberá a necessidade de ajustar programas de treinamento e dieta para satisfazer suas necessidades pessoais. Então, meu conselho para as mulheres é que aprendam as técnicas do fisiculturismo e coloquem-nas em prática da melhor maneira possível e, uma vez que estejam nesses programas o tempo bastante para verem resultados, apenas coloquem-se em frente ao espelho e admirem o que conseguiram fazer!

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